PSICOTERAPIA - PREVENÇÃO - FORMAÇÃO

 

Criatividade e Intuição

Criatividade e intuição, fale disso:

Pedir-me para falar deste tema é como perguntar a macaco se quer comer banana. Faz muitos anos, mais de 20, que minhas missões de curador em suas diferentes formas, políticas, artísticas, científicas, espirituais, são pregnadas por paixão a estes dois princípios fundamentais, a meu entender, de tudo o que é viver.

Antes de mais nada é necessário dizer que intuição e criatividade é muito além de métodos e técnicas específicas para seu desenvolvimento, é chão, suporte a toda e qualquer experiência clínica que se considere terapêutica em suas mais diferentes formas teóricas.


René Magritte
A condição humana

Lembro um parágrafo de D. W. Winnicott, velho amigo do campo psicanalítico que em seu livro "O Brincar e a Realidade" nos diz: "é através da percepção criativa, mais que qualquer outra coisa, que o indivíduo sente que a vida é digna de ser vivida. Em contraste, existe um relacionamento de submissão com a realidade externa, onde o mundo, em todos os seus pormenores, é reconhecido como algo a que se ajustar ou exigir adaptação".

Entendemos que existe um potencial criativo e concordamos com Bárbara Brenan que este tem suas raízes na energia espiritual que faz a essência de tudo o que existe, portanto do humano também. Que se manifesta como movimento e que apresenta ondas que caracterizam estados de contração e expansão. Mais no humano especificamente definiremos como criatividade aquele processo do psiquismo que possibilita utilizar recursos novos na resolução de situações do cotidiano num ato concreto.

Acredito que criatividade e intuição não se ensina mas pode ser mostrada e desbloqueada. E esta é missão fundamental do terapeuta para com seu paciente, estão presentes nas diferentes manifestações do viver; no trabalho, na alimentação, na utilização do tempo livre, na sexualidade, nos vínculos familiares, sociais, de amizade e no próprio interior da atividade psicoterapêutica.

É possível desenvolver a intuição e a criatividade? De que maneira?

Nosso método de trabalho se apóia em critérios-base que o fundamenta. Isto é mais importante que qualquer recurso técnico específico. Serão os sistemas pelos quais o terapeuta se guiará em seu trabalho clínico. Estes critérios são científicos ( conhecimento organizado em teorias e técnicas validados por seu uso e por sua tradição conceitual acadêmica) e espirituais ( sistemas de crenças guias que falam do transpessoal divino).

Critérios científicos: Escolhidos na experiência de mais de vinte anos de ensino   (a nível de graduação e pós-graduação) em sociedades científicas e em Universidades de Argentina, Estados Unidos, México e Brasil.

Destes, consideramos como os fundamentais: a física quântica de David Bohm; a neurofisiologia contemporânea de Karl Pribram; a parapsicologia de J. B. Rhine, da Universidade de Duke, Estados Unidos, de L. L. Vassilieve da Universidade de Leningrado, Rússia e Ricardo Musso do Instituto Argentino de Parapsicologia e Universidade Nacional de Buenos Aires, Argentina.

Das teorias da análise na atual mudança de paradigmas de Fritjof Capra.

Dos estudiosos do funcionamento do nosso planeta como ser vivo, produzindo aportes na biologia moderna e na metodologia do quê conhecer e como (epistemologia): James Lovelock, Lynn Margulis, Gregory Bateson e Humberto Maturana.

Na pespectiva do psiquismo associado tradicionalmente à psicologia temos: a psicologia holística transpessoal do professor e psiquiatra Stanislav Grof, da John Hopkins School of Medicine e o professor Pierre Weil da Universidade Holística Internacional.

Do pensamento de origem comportamental, chamado cognotivismo, aderimos às propostas de Daniel Goleman, estruturados nos termos de Inteligência Emocional.

Na perspectiva da psicanálise que toma o inconsciente como objeto de estudo, Carl Jung, Sigmund Freud e Sandor Ferenczi, introduzindo estes conceitos originais como fundamentalmente a meu interesse à "técnica ativa" e ao conjunto de idéias a ela associadas. Da psicanálise vinculada com o grupal e social o Dr. Henrique Pichón Rivière, da Escola Argentina de Psicologia Social. Dos pós-psicanalistas, Guilles Deleuze, Félix Guattari e Gregório Baremblit, teóricos da esfera histórico-social do desejo na sociedade capitalista.

Critérios espirituais: nossos crit&eaéute;rios espirituais estão intimamente associados aos modelos da ciência na qual acreditamos e ao entendimento de um mundo em mudança que Marilyn Fergunson designa como Conspiração Aquariana.

Partimos de uma primeira afirmação: não existe diferença entre o espiritual e o material mundano. Nossos princípios espirituais ancoram suas bases na ecologia profunda e no eco-feminismo.

Temos um Deus, aliás uma Deusa. Esta é Gaia, nossa mãe, nosso planeta, a Terra a qual cuidamos e protegemos e da qual formamos parte. Gaia é tudo o que é nas formas primeiras e naturais como florestas, montanhas, rios, desertos, animais, insetos, aves, vento, mar como também seres humanos e tudo o que por eles é produzido como estradas, cidades, moda e tecnologias variadas como a Internet.

Nossas crenças espirituais passam pela idéia de uma divindade que percorre a essência do humano que encontra ali sua potência e criatividade. Estas qualidades desenvolvem um usufruir do fato de estarem vivos, pois é nas condições da vida que o espírito se realiza. Quando falamos de vida estamos nos referindo mais especificamente à nossa vida cotidiana. Portanto, o divino está presente em como comemos, trabalhamos, acordamos, dormimos, em nossa sexualidade e no destino que damos às nossas vontades de consumo. Nossa Deusa é nosso planeta, a Terra e o encontro com a ecologia profunda passa pelo interior do humano também divino. A espiritualidade da qual falamos encontra a divindade, que chamamos Eu Superior, no interior das pessoas.

Na pespectiva do eco-feminismo a recuperação da feminilidade possibilita a saída da mulher eunuco para encontrar o poder e força da fêmea humana e do feminino em geral na nossa cultura. Previlegiamos então, no econômico, no sexual, no político e etc. as formas circulares, o brando, o que contém, a intuição e criatividade, o que nutre, o que cuida e as formas não violentas de produção e política.

Estes são os critérios científicos e espirituais nos quais se apóia nosso método de trabalho terapêutico. Este será adaptado às exigências das atividades específicas seja com indivíduos, famílias, grupos, organizações ou coletividade.

Nosso objetivo terapêutico fundamental é o de aumentar a satisfação de estarem vivos dos seres humanos. Respeitando a lei ética fundamental da unidade de todas as coisas.

Como desenvolver a intuição ?

Este trabalho psicoterapêutico que inclui como um de seus objetivos fundamentais o desenvolvimento da intuição e criatividade se apresentará dependendo dos diferentes momentos clínicos, no diálogo verbal, gestual e corporal entre terapeuta e paciente, no enquadre e contrato. Também na utilização de recursos variados que poderão incluir tintas papéis, lixo, fotos, colagens, gravações em vídeo. Desenvolvimento que será feito também pelo alinhamento das intenções entre indivíduo, grupo, coletividade e Gaia por intermédio da respiração e trabalho em hara com seus três centros: ID, Sede da Alma e Tan tien.

Temos programas de desenvolvimento da intuição e criatividade que reconhecemos de valor terapêutico.

A criatividade não pode ser ensinada e repetimos. Todo ser humano possui uma potência intuitivo-criativa, só que permanece oculta para o ser. Nosso objetivo é possibilitar seu desbloqueio facilitando ao humano o reconhecimento dos dizeres de sua intuição, tornando-a apta para a sua utilização na vida cotidiana.

Faz-se necessário destacar em nosso método de trabalho a utilização dos florais da Califórnia, estudados por Patrícia Kaminski e Richard Katz e em especial o floral Íris. Este amplifica a força da intuição e é considerado a "musa feminina da inspiração". Este remédio floral expressa a função harmonizadora de Gaia atuando nos níveis vibracionais energéticos, restaurando o equilíbrio de nossas emoções.

A metodologia utilizada em nossos seminários tem por objetivo desbloquear, reconhecer e possibilitar o desenvolvimento do potencial intuitivo-criativo. O modelo contempla momentos de inclusão, diferenciação e individuação dentro de um grupo. Consiste em atividades que começam com desacoplamento do rotineiro-estereótipo, continua com momentos de incubação, reconhecimento reflexivo e alternativas de aplicação da intuição e criatividade nas diferentes situações da nossa vida cotidiana. As técnicas utilizadas em nossos seminários são:

  • Imagem visual e identidade - gravações em vídeo

  • Palestra

  • Discussões grupais

  • Exercícios grupais

  • Florais de Bach, da Califórnia e do deserto de Arizona

  • Desenho

  • Filmes

  • Pintura

  • Colagem

  • Role-playing

  • Pensamento lateral de Edward de Bono

  • Grupo operativo de Henrique Pichón Rivière

  • Sensibilização ecológica

  • Exercícios corporais

  • Meditação no ponto zero e guiada

  • Alinhamento do Hara

O Trabalho nas empresas a intuição e a criatividade

Nos últimos anos foi percebido pelos responsáveis das relações humanas nas empresas a importância de uma produção que expresse qualidade não só dos produtos e sim também a modalidade com que chega ao consumidor final e de como estes foram produzidos. Os teóricos das organizações deram à esta proposta o nome de "qualidade total". Entendemos esta como um paradigma que exige para a sua implantação na cultura das empresas muito tempo e trabalho sobre a intersubjetividade nas organizações e também no coletivo.

Pela nossa experiência foram dois medos os que profundamente afetaram a inclusão da intuição e criatividade nas esferas da produção. O medo ao erro e à desestruturação dos sistemas de poder.

Podemos afirmar que conjuntamente com os seminários sobre a criatividade deve ser trabalhado o desenvolvimento das responsabilidades individuais em função dos interesses coletivos. É o que Pichón Riviére chama de sentimento de pertinência e pertenência a um grupo ou organização.

É necessário pensar que o homem dedica uma parte importante de sua vida, medida em tempo objetivo (horas no dia, semana, mês e ano) a trabalhar recebendo em troca sempre algo a mais que seu salário.

 

Edgardo Musso

Centro de Desenvolvimento da Intuição e Criatividade
Rua Gabriel Garcia Moreno, 450
São Conrado - Rio de Janeiro - Brasil
CEP 22610-360
Telefone (021) 3322-4009 e 3322-0808
Fax (021) 3322-4009

Entre em contato com a gente pelo e-mail cdic@cdic.com.br