
PSICOTERAPIA - PREVENÇÃO - FORMAÇÃO
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Filosofia de Vida Qual é a sua filosofia de vida?
Quando falamos de nova era, nos encontramos com um pós-modernismo que previlegia, antes de qualquer outra coisa, o bem estar dos seres humanos. Na economia, em qualquer preocupação ou interesse de desenvolver ciência, tecnologia, religiões ou métodos psicoterapêuticos nos confrontaremos com esse novo humanismo ecológico: "nosso interesse por um maior bem estar". Não existe nenhum saber que se justifique por si mesmo, na área que seja, que não reverta em um melhoramento da qualidade de vida das pessoas. Isto se faz mais radical ainda na produção daqueles conceitos que giram em torno da subjetivização do humano. Este critério de alcançar um maior bem estar passa a ser um paradigma que assume valor epistemológico de validade ou não de todos os saberes sobre o humano e do sistema do qual forma parte. Esta filosofia de paradigmas passará por dentro de nós. Ou seja, em nosso caso como psicoterapeutas, aquilo que propomos a nossos pacientes de aumentar sua satisfação de estarem vivos será proposta para nós mesmos. Os chamados psicoterapeutas, médicos, guias ou curadores, utilizarão e escolherão seus métodos e técnicas de trabalho também com esse critério fundamental. Ai, meu Deus, muito podemos falar com respeito a isso, mas dada as condições da Home Page devemos ser suscintos. Na pós-modernidade se privilegia, como expressão plástica, a colagem do surrealismo anarquista. Não pretendemos coerências e exigências de formalização em nenhum sistema teórico-técnico de qualquer saber. Só nos perguntamos: para que serve? O que produz? Como funciona? Transforma ou não? É isso. Numa época os iniciados nos diferentes conceitos sobre o humano se perguntavam: qual é a teoria, a filosofia, a ideologia que está por trás de tal ou qual proposta? Agora responderemos. Por trás estão os trazeiros e embora sejam interessantes e bonitos o que nos interessa é o que está na frente, o que fertiliza, o que modifica. Nossa filosofia está no interior e não é outra coisa do que nossa prática como psicoterapeutas. Na utilização dos florais, nas técnicas de sensibilização ecológica, na praia, no mato ou na avenida Nossa Senhora de Copacabana e Santa Clara na hora do rush. Nas técnicas de meditação, no uso das cores como forma de recarregamento ou desentupimento energético dos chacras e nadis. Nos nossos seminários de desenvolvimento da intuição e criatividade com indivíduos, grupos e organizações: escolas, empresas e hospitais, etc. No uso do diálogo clínico verbal onde terapeuta e paciente refletem sobre os aconteceres da vida, identificam os impecílios para controlá-los e administrá-los, onde aparecem propostas de modificação das diferentes situações estagnadas. Existem certos paradigmas que na nova era pós-moderna é necessário destacar. Por exemplo, no espiritual-religioso. A espiritualidade da nova era não gira em tormo de um conceito de "Deus administrador" de nossas vidas com uma linha moral unívoca marcando um caminho a seguir, castigando com a noção de pecado as ovelhas desencaminhadas. Como uma ordem superior e diferenciada do humano. A espiritualidade da que falamos encontrará a divindade, que chamamos Eu Superior, dentro das pessoas. Divindade que dará luz, sentido de existência, direcionalidade, energia amorosa e comunhão com o outro humano, vegetal, animal, fenômenos naturais, propostas econômicas, tecnológicas e políticas, onde o poder, força e criatividade do divino estará no interior dos seres. As pessoas formam parte de nosso Deus, que em nosso caso é fêmea: Gaia, nosso planeta, a Terra. E não há nada a demonstrar ou justificar, embora Lovelock, interessado nas explicações com os argumentos da ciência justifica o entendimento da terra como um ser vivo. O que nos interessa é o efeito que este sistema de crenças produz: menos solidão, mais alegria pela companhia, cuidado com a preservação dos sistemas ecológicos, uma economia voltada a resolver problemas do humano, uma micropolítica que gira em torno da solução de necessidades concretas como a fome, etc. Ai, tantas coisas a dizer... Outro paradigma a destacar é o que nos possibilita sair do patriarcalismo e do industrialismo. Este conjunto de idéias, que na modernidade colocavam o feminino no lugar que os analistas junguianos chamam de sombra, a virgem negra, como o não manifestado, que determina mais desde o oculto. O pior é que não foi só a feminilidade, também as mulheres, seres concretos, anatomicamente perfeitos, mão-de-obra barata explorada na economia e na sexualidade. A recuperação da feminilidade possibilita sair da mulher eunuco para encontrar o poder e a força da fêmea humana e do feminino em geral na nossa cultura. Privilegiaremos, então, por intermédio do ecofeminismo, no econômico, no sexual, no político, etc., as formas circulares, o brando, o que contém, a intuição e a criatividade, o que nutre, o que cuida e as formas não violentas de produção e política. Outra categoria que rege a nova era pós-moderna é o holismo. Pensar o nosso planeta como sistema complementário e sincrônico. Na minha formação existiu alguém que me marcou para sempre, terapeuta, mestre e guia: Henrique Pichon Rivière. Ele sempre me falava: "Edgardo, quando queiras compreender um paciente seu não olhe só para ele. Observa de onde surge a sua queixa. Olha para a sua família, seu trabalho, seus amigos, como usa seu tempo livre, os acontecimentos de seu país". Sua proposta era o sistêmico e holístico de seu tempo. Esta olhada nos permite entender que não foi por casualidade singular que Edward Bach aparece na Inglaterra com uma proposta de cura profundamente amorosa e ecológica, enquanto em outras partes da Europa se cozinhava o nazi-facismo que se consolida com a constituição do terceiro Reich, a tomada do poder por Hitler, a Noite dos Cristais em Berlim, em 1938, e a explosão da grande guerra, em 1939. Década de 30 na que Bach produz seu método de produção de harmonia e equilíbrio com seus instrumentos florais. Esta olhada holística-sistêmica nos permite compreender o individual e coletivo trazendo perspectivas úteis para entender o funcionamento do vivo. Outro paradigma que interessa é a chamada "Lei da Unidade de Todas as Coisas". Por intermédio deste princípio que é holístico e ético, que regula o comportamento de nós humanos, ampliaremos o dito cristão de "amarás ao outro como a ti mesmo" pela consígnia holística amarás ao outro que é você mesmo. Existe uma unidade que transcende o singular e nos coloca numa situação da qual somos constituídos e constituintes. Como falei anteriormente, este paradigma passará a formar parte de uma nova ética que deixa para trás a noção de pecado e de um regulador e administrador moral divino e/ou pessoal, dissociado dos acontecimentos cotidianos dos seres humanos. Portanto, o tema não é a aceitação de um mandato de não gerar ato cruel consigo mesmo ou com os outros (moral repressiva) e sim desenvolver as capacidades de preservação que o feminino divino tem nos seres humanos. Isto no sentido ecológico geográfico natural como também principio ético para com a economia, a tecnologia, a sexualidade, enfim no que está presente na vida dos seres humanos. Porque o desenvolvimento da intuição e criatividade? Há alguns anos anos atrás, quando nós fizemos o Centro de Desenvolvimento da Intuição e Criatividade e pouco depois o Centro de Estudos em Psicoterapia e Prevenção, eu pensava que havia dois trabalhos a serem feitos. Um, o terapêutico ainda preocupado pelo tema do porque da neurose, da causalidade, de tudo aquilo que entendíamos como determinismo. E outro, aquilo que fugia às leis da determinação e que era o encontro com o novo, com a potência do criativo, sem o qual as transformações aspiradas no nível psicoterapêutico se faria impossível. Para o qual de grande ajuda foi para mim a literatura de dois pensadores franceses pós-psicanalíticos: Deleuze e Guattari, que com Spinoza e Nietzche, me abriam as portas para a percepção do caos, do desvio e da vida como simulacro. Não existe um trabalho de transformação sobre um paciente que nos apresenta uma queixa a ser resolvida clinicamente que não tome o desenvolvimento de sua capacidade criativa, que fuja do entendimento do porque lhe acontecem as coisas. Um conceito muito importante é que a intervenção terapêutica, mais que produzir o descobrimento de alguma verdade, produz subjetividade em nossos chamados pacientes. Trabalhando só sobre o porque, só reproduziremos os condicionamentos dos quais o paciente quer se libertar. A criatividade sucumbe na modernidade não só pelas determinações familiares, senão também pelas condições em que se realiza uma das atividades fundamentais geradoras de psiquismo e também de estagnação e neurose que é o trabalho e a modalidade com que as pessoas produzem. A modernidade com sua característica fundamental que é o industrialismo e seu objetivo de acumulação de riqueza para formação de capital não só como instrumento de produção e sim também de poder, arrasou com o potencial criativo dos seres humanos. Por isso, para acordar a essa possibilidade criativa abafada foi que fizemos e estamos fazendo seminários de criatividade não só com indivíduos ou grupos familiares, crianças e adultos, mas também com empresas com resultados altamente satisfatórios não só para nós mas para com as pessoas e organizações que participam de nossos trabalhos. Empresas? Como assim? É, empresas. Fundamentalmente aquelas que entendem que seu maior capital está na qualidade dos seres humanos que nela produzem. Estas são poucas, mas na medida que passa o tempo vão sendo cada vez mais.
Edgardo Musso Centro de Desenvolvimento da Intuição e
Criatividade Entre em contato com a gente pelo e-mail cdic@cdic.com.br |