
PSICOTERAPIA - PREVENÇÃO - FORMAÇÃO
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Intuição: As mulheres e o funcionamento do cérebro Edgardo Musso O que é intuição? Entendemos como intuição uma percepção cognitiva diferente do racional que encontra no meio científico seu lugar com o nome "contexto de descobrimento de idéias". Esta percepção cognitiva comprime anos de experiência e aprendizado num clarão instantâneo. Consideramos que intuição e criatividade constitui um instrumento fundamental para um viver mais rico e produtivo dos seres humanos. A humanidade apostou no racionalismo como método de estruturação de padrões de comportamento e de tomada de decisões. Isto postergou a inclusão das informações geradas nos processos intuitivos para a escolha do que fazer. Decisões necessárias para o viver que abrangem múltiplos aspectos do acontecer humano: econômicos, tecnológicos, científicos, espirituais, sexuais, etc.
Na pós-modernidade surge um novo humanismo que pretende se liberar das antigas formas positivistas que deixaram postergada a capacidade de intuir dos seres humanos. Isto não quer dizer que incluindo a intuição como qualidade do humano deixaremos de lado o chamado pensamento objetivo racional. O subjetivo-intuitivo e o racional não têm porque ficar separados. E uma prova disto é o ato criativo. No humano especificamente definiremos como criatividade aquele processo do psiquismo que possibilita utilizar recursos novos na resolução de situações do cotidiano num ato concreto. Esta definição nos diz que a criatividade deve ser entendida como ato criativo e este para vingar deverá estar acompanhado de raciocínio e objetividade. Na vida os seres humanos vivem sua cotidianeidade com todo o seu potencial: sensorial - extra-sensorial, espiritual - material, racional lógico - subjetivo intuitivo, etc. Todos eles serão utilizados para as decisões do viver com respeito a tal ou qual coisa.
A problemática não é intuição-subjetiva X racionalidade-objetiva. O grande desafio para os que trabalhamos com isto é a inclusão do potencial intuitivo- criativo na vida dos seres humanos. Este foi postergado, desestimulado e ocultado por uma cultura que privilegio o sucesso, geralmente entendido como lucro e governado pelo medo ao erro. Na atualidade, depois de vários séculos determinados por esta forma de pensar, nos encontramos por razões do mundo contemporâneo com a necessidade de mudar. Ante a impossibilidade de administrar a quantidade de informações ditas racionais muitas vezes contraditórias, o homem sentiu a necessidade de recuperar e nutrir-se com seu potencial intuitivo-criativo como instrumento fundamental para a tomada de decisões e para um melhor e mais pleno viver. Neste momento nosso interesse como terapeutas e curadores é como ajudar os seres humanos a recuperar a sua capacidade de intuir e criar para produzir uma melhor qualidade de vida. A mulher, a intuição e o funcionamento do cérebro.
Responder à esta questão nos coloca na difícil diferenciação do que é
o inato ( com o que o homem chega à vida; uma estrutura física
particular e um código genético) e o que é adquirido na experiência
do viver ( família, cultura, etc.). Acontece que no homem estas duas
determinações que produzem a vida dos seres humanos, sejam homens ou
mulheres, atuam juntas. Procurando na minha experiência clínica como psicoterapeuta poderia afirmar que as mulheres são mais intuitivas que os homens. Há pouco tempo atrás, em sua sessão de psicoterapia uma paciente me disse:
A sessão com a paciente continuou com outros temas da sua vida íntima. Ontem minha paciente chegou à sua terapia e me disse:
Nessas sessões terapêuticas estão presentes as razões pelas quais as mulheres são mais intuitivas que os homens. Há pouco tempo atrás li que os pesquisadores do cérebro de vários centros científicos americanos constataram diferenças morfológicas e portanto do funcionamento cerebral entre homens e mulheres. Acontece que nos seres humanos a experiência faz o corpo e este facilita certas experiências e limita outras. A vida da mulher em nossa organização social e pela estrutura e funcionamento de seu próprio corpo induz a prestar mais atenção aos sinais vindos do interior. Sinais, alguns deles claros e intensos e outros mais sutis, que estão presentes na ovulação e nas mudanças hormonais e afetivas que a acompanham, na experiência da fecundidade, da procriação, do parto e da amamentação e dos cuidados com seus filhos. A mulher, no sentido físico, afetivo, espiritual e pelas delegações que a sociedade fez durante os séculos ( sem engenharia genética), produz uma fêmea humana que lida mais facilmente com as mensagens do inconsciente, da intimidade ficando mais aptas para captar a percepção cognitiva da intuição. Não é por casualidade a maior participação das mulheres nos trabalhos sobre a subjetividade como é a psicoterapia. as mulheres não temem o interior. Estão mais aptas para o encontro com a intimidade, a subjetividade, a espiritualidade e portanto com a intuição e criatividade no sentido da criação. Esta colocação está referida às mulheres especificamente, independentemente do considerado como função feminina e masculina - Ying e Yang. Estas funções são independentes do corpo homem e mulher e interagem com predominância de uma ou outra nas diferentes estruturas morfológicas. Relação entre intuição e funcionamento do cérebro. Em relação ao potencial intuitivo e o funcionamento do cérebro diremos: as pesquisas dos neurofisiologistas adiantaram nos últimos anos em muito o conhecimento do funcionamento do cérebro humano. Entendemos que o lado esquerdo e direito do cérebro possui funções especializadas e diferentes um do outro. O esquerdo ligado à experiência humana do intelectual, do lógico-racional e ao direito o subjetivo, afetivo, imaginativo e intuitivo. Isto não quer dizer que tenhamos dois cérebros. O cérebro é um e na experiência do viver e intuir o funcionamento dos dois hemisférios estão juntos. O homem necessita da percepção cognitiva da intuição associada à modalidade de funcionamento do hemisfério direito, mas esta para sua compreensão e expressão recorre aos diferentes aspectos da linguagem (hemisfério esquerdo) para ser comunicada socialmente. Em relação ao funcionamento do cérebro como totalidade aderimos às teorias de Karl H. Pribram (Universidade de Stanford) associadas ao pensamento do físico inglês David Bohm ( professor da Universidade de Londres), principal inspirador da física quântica contemporânea. Estes propõem a saída da física mecanicista de Isaac Newtom para pensar e compreender em que consiste a realidade. Dirão que tudo o que existe é expressão de uma rede energética holográfica em movimento ondulatório fora das categorias de espaço e tempo. Tal rede energética ondulatória se expressa na chamada ordem explicada ( o que nos aparece) e numa ordem implicada ( rede energética fundante). O cérebro funciona holograficamente e é suporte que manifesta o funcionamento do todo. Este entendimento da física quântica e funcionamento holográfico do cérebro nos permite compreender não só o potencial intuitivo como assim também a validade das práticas espirituais do oriente e dos fenômenos estudados pela parapsicologia como clarividência, premonição, telepatia, etc. Os aportes da física quântica nos permitem sair da divisão ser humano-meio ambiente, podendo passar então a pensar em termos de ecologia profunda onde o humano, o vegetal, o animal, o mineral e todas as formas de expressão da vida formam parte da mesma rede espiritual e energética. Rede constitutiva da lei ética da unidade de todas as coisas. Edgardo Musso Centro de Desenvolvimento da Intuição e
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