
PSICOTERAPIA - PREVENÇÃO - FORMAÇÃO
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O
Trabalho. As Empresas o Tempo e a Velocidade
-
Intuição
e Criatividade
- A Velocidade como Impecílio para Perceber e Criar: O Ingresso da Chinano Mercado Financeiro Internacional e as Empresas
O mundo ocidental sabia que a república popular chinesa depois
de incorporar
Hong Kong à seu território teria uma presença mais clara no mundo
financeiro internacional e na economia de mercado capitalista. Se
colocaram no mundo com uma afirmação:
“somos uma
unidade que se expressa por intermédio de polaridades”.
O entendimento disso é
milenar para os chineses. Está
presente em sua espiritualidade, sua arte, medicina e também agora na
sua economia.
Todo o vivo é energia. Isso
não é só um conceito. Sentem-na
e percebem-na, vivem-na e a usam para lidar consigo mesmos e com o meio
em que se encontram. Esta
energia chamada Chi, que no
Japão é Ki e na Índia é
Prana, é fonte e presença de tudo o que expressa vida e também é
movimento. Nesta está
presente, e com igual potência,
o positivo-negativo, masculino-feminino, yang-ying e também agora
capitalismo-comunismo. Isto foi sumamente
difícil
de entender e, portanto,
prever
pela maioria das empresas
ocidentais. Nossa referência era os Estados Unidos, bem de saúde,
quase sem inflação e déficit fiscal. Foi difícil para a maioria de
nossas empresas entender e prever que a China se apresentasse no mundo
de mercado dos capitais com essa autonomia nas decisões e com esse,
portanto, poder político de definição de circunstâncias econômicas.
Para nós recém estavam chegando.
Falamos de subjetividades coletivas e objetivos políticos que vão
além de números, porcentagens e estatísticas.
Só desta forma podemos entender a presença de Yiang Zeming,
homem de 71 anos e presidente do país que produziria tamanho desequilíbrio
na nossa economia mundial, abrir pessoalmente o pregão da bolsa de Nova
York,junto a Clinton presidente do Estados Unidos, na sexta-feira, 31 de
Outubro de 1997 (depois de uma semana de desespero), nos dizendo
Salvador Dalí Persistencia da Memória
Entenderam?” E os
Estados Unidos aceitaram inteligentemente esta realidade. A República Popular da China está numa nova fase
caracterizada por colocar seus dois sistema com potência, como potente deve
ser tanto o yang como o ying. Esta
colocação produziu medidas concretas surgidas no 15º Congresso
do Partido Comunista chinês. Privatizaram
ou estinguiram milhares de empresas estatais deficitárias e aproveitaram a
viagem de seus dirigentes aos Estados Unidos para fazer convênios com a
Universidade de Pensilvânia e possibilitar a formação de chineses nas
modernas técnicas de administração para suas empresas.
Resultado: bolsa de Hong
Kong em ajuste seguindo os interesses da China;
queda do valor das ações em Nova York fazendo tremer a economia do
mundo. Os índices de Dow Jones e
Hang Seng são observados com a preocupação de um doente querendo saber os
resultados do teste que fala de uma grave enfermidade.
Nosso
presidente do Banco Central, Gustavo Franco, nos diz: “não dá para
entender esta crise por que ela não tem lógica.
Não sabemos o que vai ocorrer na segunda-feira”, nos fala na
sexta-feira.
A novidade era muito estranha à nossos históricos de relacao. Insisto
nossa referenca eran os Estados Unidos com índices baixos de desemprego e
taxa de crescimento de 3,5% no terceiro trimestre de 1997 e subindo.
O mundo industrialista moderno dá de cara com a
realidade das incertezas. Utilizam, pela primeira vez, de forma
clara, a palavra irracionalidade
com isso querem dizer
não previzível.
O chanceler alemão Helmut Kohl diz:
“é irracional este pessimismo, estávamos tão bem”. O irracional,
como peculiaridade dos seres humanos, esteve e estará sempre conjuntamente
com a imprevizibilidade e irreverssibilidade caracterizando os processos de
sistemas complexos aos quais pertencemos. Agora bem, esta dificuldade de
perceber que gerou erros na avaliação das circunstâncias e, portanto, na
tomada de decisões é porque não sabemos conviver com as diferenças e não
temos criatividade e intuição? Não.
O que acontece é que somos
muito apressados.
Os dirigentes de nossas empresas com o tema da velocidade do moderno
parecem pilotos de fórmula 1 em suas atividades profissionais.
A forma holística e ecológica
não é linha que se projete para frente.
É redonda ,
circular,
dialética-sintética. O
industrialismo ocidental previlegia a
velocidade, o racional, o objetivo, o previzível e isto só é possível a
partir do já experimentado. Este
paradigma
moderno do veloz está presente em nossas empresas de forma radical.
Aquele que não cumpre com esse requisito é simplesmente dispensado de
seu trabalho. Esta exigência
coloca nossos executivos numa contradição indissolúvel ante a necessidade
de satisfazer tambem as outras
exigências surgidas na
pós-modernidade.
Que são de utilizar os dizeres da
intuição,
utilizar as capacidades de
imaginar e
criar e conviver com a
imprevizibilidade
e as diferenças. O
tempo, portanto, a velocidade para o chinês será entendida e
vivida desde outras perspectivas. O taoísta se entende como pertencendo ao
universo. As categorias de
passado, presente e futuro perdem o sentido de corte ou ruptura e são
simplesmente resultado de
mutações,
transformações do devenir do viver.
Para chegar à algum lugar é só questão de tempo, paciência e
persistência. Somos diferentes. A cultura do
industrialismo ocidental nos coloca, antes de qualquer outra coisa,
o tempo em sua condição de finito.
Pensamos, sentimos e nos comportamos com categorias temporais que estão
afastadas da noção de processo e transformação. A
rapidez em chegar às metas caracteriza a utilização de nosso
tempo. Utilizemos o exemplo dos carros para entender.
Embora não sendo pilotos de corrida todos sabemos por experiência que
conduzindo em alta velocidade na estrada só poderemos olhar e perceber o que
está na frente, jamais para cima, para os lados e menos ainda para trás,
torcendo para que nenhum obstáculo na estrada nos interrompa dado que o
choque poderá ser inevitável. Tensos,
firmes, contraídos e estressados num tempo e movimento linear em direção à
metas que deverão ser alcançadas doa a quem doer. Os desenvolvimentos
científicos e tecnológicos nos possibilitam entrar na velocidade. Que as
comunicações
sejam velozes, ótimo. Que
nossos corpos possam se transladar no
espaço
com maior rapidez, ótimo. Que
as informações cheguem às seus destinatários por
meios
virtuais em tempo real, ótimo. Mas
é fundamental entender que o industrialismo quis nos transformar em
máquinas. Era o modelo do perfeito ao não produzir desvios no esperável
. Mas isso é impossível, pois somos
homens. Nós criamos as máquinas,
mas definitivamente não somos elas, portanto,
não nos peçam o tempo
tecnológico
pois é diferente. Admitir o não possível de predizer é de importância
fundamental para dar espaço à
escuta
da intuição e ao
estado de alerta
necessário para produzir
atos
criativos que nos permitam realizar as conexões necessárias entre nossas
organizações e as variações e interferências de nosso meio no caminho
para onde vamos. Mas para dar
conta deste recado necessitaremos calma,
o que não quer dizer imobilidade ou
desaproveitamento das oportunidades.
Calma para ver,
permitir-nos sentir para
enriquecer
nosso pensar e poder gerar
comportamentos
adequados. Esta deve estar
presente nos momentos que necessitem de rapidez e nos momentos de lentidão,
fases a serem respeitadas no percurso de todos os
sistemas
vivos, sejam animais, plantas, bactérias, seres humanos ou empresas.
Edgardo Musso Centro de Desenvolvimento da Intuição e
Criatividade Entre em contato com a gente pelo e-mail cdic@cdic.com.br |