PSICOTERAPIA - PREVENÇÃO - FORMAÇÃO

 

 

Revista Desfile

 

 

1) O que é o Centro de Desenvolvimento da Intuição e Criatividade.

R : O  C.D.I.C. é uma organização não governamental (ONG) em cuja comissão diretiva estão representadas, pelos membros que a compõem, disciplinas que tradicionalmente são chamadas de Psicologia, Medicina, Psicopedagogia, Antropologia, Economia e Artes Plásticas.

O C.D.I.C. como entidade cultural pacifista e ecológica tem como finalidade: 

Desenvolver e preservar a criatividade e intuição que como funções do humano, formando parte da ecologia profunda ( o humano pertencendo ao meio ambiente), se encontram ameaçados de extinção pelos paradigmas (sistemas de crenças) da cultura do industrialismo.

Apoiar e produzir programas de educação, psicoterapia e prevenção de saúde física, psíquica, espiritual com o critério holístico de ecologia profunda nos seres humanos nos âmbitos individuais, grupais, organizacionais e coletivos.

O C.D.I.C. considera como critérios fundamentais:

Não existe diferença entre o espiritual e o material.  O espiritual se realiza nas condições da vida cotidiana dos seres humanos.

O objetivo fundamental de qualquer atividade econômica, psicoterapêutica, médica, científica, tecnológica, espiritual, artística, psicopedagógica e antropológica é aumentar a satisfação de estarem vivos dos seres humanos.

Toda e qualquer atividade produtiva do humano deverá respeitar a lei da ecologia profunda da unidade de todas as coisas.  O princípio da unidade de todas as coisas diz que tudo o que existe forma parte de uma mesma rede energética - espiritual que transcende o singular colocando-nos em uma situação da qual somos constituídos e constituintes.  Esta lei é o critério ético fundamental de toda e qualquer atividade ao ampliar o dito cristão: “Amarás ao outro como a ti mesmo” nos dizendo: Amarás e não cometerás ato cruel com o outro que é voce mesmo.

A mais recente atividade de intervenção sobre o coletivo com o propósito de cura foi participar do encontro em Brasília, em Janeiro de 1997, organizado pelo fórum global de ONGs.  Neste encontro fizemos parte do grupo de trabalho Carta da Terra que teve como finalidade dar subsídios à Conferência Internacional Rio+5.  Esta conferência internacional se propõe constituir um código universal de conduta que guiará os povos e nações da terra rumo a um desenvolvimento sustentável.

      

2) O que é intuição.

R : Entendemos como intuição uma percepção cognitiva diferente do racional que encontra no meio científico seu lugar com o nome “contexto de descobrimento de idéias”.  Esta percepção cognitiva comprime anos de experiência e aprendizado num clarão instantâneo.

Consideramos que intuição e criatividade constitui um instrumento fundamental para um viver mais rico e produtivo dos seres humanos.

A humanidade apostou no racionalismo como método de estruturação de padrões de comportamento e de tomada de decisões.  Isto postergou a inclusão das informações geradas nos processos intuitivos para a escolha do que fazer.  Decisões necessárias para o viver que abrangem múltiplos aspectos do acontecer humano: econômicos, tecnológicos, científicos, espirituais, sexuais, etc.

Na pós-modernidade surge um novo humanismo que pretende se liberar das antigas formas positivistas que deixaram postergada a capacidade de intuir dos seres humanos.  Isto não quer dizer que incluindo a intuição como qualidade do humano deixaremos de lado o chamado pensamento objetivo racional.  O subjetivo-intuitivo e o racional não têm porque ficar separados.  E uma prova disto é o ato criativo.  No humano especificamente definiremos como criatividade aquele processo do psiquismo que possibilita utilizar recursos novos na resolução de situações do cotidiano num ato concreto.

Esta definição nos diz que a criatividade deve ser entendida como ato criativo e este para vingar deverá estar acompanhado de raciocínio e objetividade.

Na vida os seres humanos vivem sua cotidianeidade com todo o seu potencial:  sensorial - extra-sensorial, espiritual - material, racional lógico - subjetivo intuitivo, etc.  Todos eles serão utilizados para as decisões do viver com respeito a tal ou qual coisa.

              - Que investimento econômico fazer;

              - Qual profissão seguir;

              - Que médico ou psicoterapeuta escolher;

              - Qual pessoa consideraremos com companheiro sexual, amoroso, econômico;

              - Onde e como viver, etc.

A problemática não é intuição-subjetiva X racionalidade-objetiva.  O grande desafio para os que trabalhamos com isto é a inclusão do potencial intuitivo- criativo na vida dos seres humanos.   Este foi postergado, desestimulado e ocultado por uma cultura que previlegiou o sucesso, geralmente entendido como lucro e governado pelo medo ao erro.

Na atualidade, depois de vários séculos determinados por esta forma de pensar, nos encontramos por razões do mundo contemporâneo com a necessidade de mudar.  Ante a impossibilidade de administrar a quantidade de informações ditas racionais muitas vezes contraditórias, o homem sentiu a necessidade de recuperar e nutrir-se com seu potencial intuitivo-criativo como instrumento fundamental para a tomada de decisões e para um melhor e mais pleno viver.

Neste momento nosso interesse como terapeutas e curadores é como ajudar os seres humanos a recuperar a sua capacidade de intuir e criar para produzir uma melhor qualidade de vida.

3) Intuição e psicanálise ?

R : A utilização do potencial intuitivo está intimamente ligado ao melhor conhecimento, aceitação e administração das leis do inconsciente individual e coletivo.

Carl Jung, psicanalista profundamente interessado pelo estudo das diferentes formas de expressão da vida, inclui a intuição como uma das atividades do psiquismo que funda o que é o humano.  Considera a intuição conjuntamente com o pensamento, o sentimento e a sensação qualidades que permitirão criar uma tipologia dos seres humanos pela predominância e interação de cada uma destas funções.

4) Relação entre intuição e funcionamento do cérebro ?

R : Em relação ao potencial intuitivo e o funcionamento do cérebro diremos:  as pesquisas dos neurofisiologistas adiantaram nos últimos anos em muito o conhecimento do funcionamento do cérebro humano.  Entendemos que o lado esquerdo e direito do cérebro possui funções especializadas e diferentes um do outro.  O esquerdo ligado à experiência humana do intelectual, do lógico-racional e ao direito o subjetivo, afetivo, imaginativo e intuitivo.  Isto não quer dizer que tenhamos dois cérebros.  O cérebro é um e na experiência do viver e intuir o funcionamento dos dois hemisférios estão juntos.  O homem necessita da percepção cognitiva da intuição associada à modalidade de funcionamento do hemisfério direito, mas esta para sua compreensão e expressão recorre aos diferentes aspectos da linguagem (hemisfério esquerdo) para ser comunicada socialmente.

Em relação ao funcionamento do cérebro como totalidade aderimos às teorias de Karl H. Pribram (Universidade de Stanford) associadas ao pensamento do físico inglês David Bohm ( professor da Universidade de Londres), principal inspirador da física quântica contemporânea.  Estes propõem a saída da física mecanicista de Isaac Newtom para pensar e compreender em que consiste a realidade.  Dirão que tudo o que existe é expressão de uma rede energética holográfica em movimento ondulatório fora das categorias de espaço e tempo.  Tal rede energética ondulatória se expressa na chamada ordem explicada ( o que nos aparece) e numa ordem implicada ( rede energética fundante).

O cérebro funciona holograficamente e é suporte que manifesta o funcionamento do todo. 

Este entendimento da física quântica e funcionamento holográfico do cérebro nos permite compreender não só o potencial intuitivo como assim também a validade das práticas espirituais do oriente e dos fenômenos estudados pela parapsicologia como clarividência, premonição, telepatia, etc.

Os aportes da física quântica nos permitem sair da divisão ser humano-meio ambiente, podendo passar então a pensar em termos de ecologia profunda onde o humano, o vegetal, o animal, o mineral e todas as formas de expressão da vida formam parte da mesma rede espiritual e energética.  Rede constitutiva da lei ética da unidade de todas as coisas.

5) A mulher, a intuição e o funcionamento do cérebro.

R : Responder à esta questão nos coloca na difícil diferenciação do que é o inato ( com o que o homem chega à vida;  uma estrutura física particular e um código genético) e o que é adquirido na experiência do viver ( família, cultura, etc.).  Acontece que no homem estas duas determinações que produzem a vida dos seres humanos, sejam homens ou mulheres, atuam juntas.

Procurando na minha experiência clínica como psicoterapeuta poderia afirmar que as mulheres são mais intuitivas que os homens.

Há pouco tempo atrás, em sua sessão de psicoterapia uma paciente me disse: “Edgardo, ontem de noite recebemos em casa para jantar um senhor que Osvaldo ( o marido) já conhecia há muitos anos do clube.  Este era bem apessoado, culto e profundo conhecedor das práticas espirituais indianas.  Eu fiquei encantada e Osvaldo também.  Quando foi embora conversamos entre nós sobre o encontro.  Osvaldo se mostrava excitado sobre a possibilidade dele formar parte da sociedade que com meu cunhado pensa fazer.  Eu me sentia confusa mas tentava escutá-lo.  Esta noite sonhei com o rosto deste homem perto do berço de meu filho.  De sua boca saíam dois dentes como os de um vampiro.  Parecia que queria comer o pequeno.  Tive medo e acordei toda confusa.  Voltei a dormir e durante o café da manhã conversei com Osvaldo.  Falei que não ficasse perto dele, que por Deus pesquisasse sua vida antes de incluí-lo na sociedade”.  A sessão com a paciente continuou com outros temas da sua vida íntima.

Ontem minha paciente chegou à sua terapia e me disse: “Edgardo, lembra da sessão que te falei desse senhor que queria entrar na sociedade com Osvaldo e eu fiquei com medo e desconfiada?  Não deu outra.  O cara era um estelionatário cheio de processos na justiça contra ele”.

Nessas sessões terapêuticas estão presentes as razões pelas quais as mulheres são mais intuitivas que os homens.

Há pouco tempo atrás li que os pesquisadores do cérebro de vários centros científicos americanos constataram diferenças morfológicas e portanto do funcionamento cerebral entre homens e mulheres.  Acontece que nos seres humanos a experiência faz o corpo e este facilita certas experiências e limita outras.  A vida da mulher em nossa organização social e pela estrutura e funcionamento de seu próprio corpo induz a prestar mais atenção aos sinais vindos do interior.  Sinais, alguns deles claros e intensos e outros mais sutis, que estão presentes na ovulação e nas mudanças hormonais e afetivas que a acompanham, na experiência da fecundidade, da procriação, do parto e da amamentação e dos cuidados com seus filhos.  A mulher, no sentido físico, afetivo, espiritual e pelas delegações que a sociedade fez durante os séculos ( sem engenharia genética), produz uma fêmea humana que lida mais facilmente com as mensagens do inconsciente, da intimidade ficando mais aptas para captar a percepção cognitiva da intuição.

Não é por casualidade a maior participação das mulheres nos trabalhos sobre a subjetividade como é a psicoterapia.  as mulheres não temem o interior.  Estão mais aptas para o encontro com a intimidade, a subjetividade, a espiritualidade e portanto com a intuição e criatividade no sentido da criação.

Esta colocação está referida às mulheres especificamente, independentemente do considerado como função feminina e masculina - Ying e Yang.  Estas funções são independentes do corpo homem e mulher e interagem com predominância de uma ou outra nas diferentes estruturas morfológicas.

6) É possível desenvolver a intuição e a criatividade?  De que maneira?

R : Nosso método de trabalho se apóia em critérios-base que o fundamenta.  Isto é mais importante que qualquer recurso técnico específico.  Serão os sistemas pelos quais o terapeuta se guiará em seu trabalho clínico.  Estes critérios são científicos ( conhecimento organizado em teorias e técnicas validados por seu uso e por sua tradição conceitual acadêmica) e espirituais ( sistemas de crenças guias que falam do transpessoal divino).

Critérios científicos:   Escolhidos na experiência de mais de vinte anos de ensino ( a nível de graduação e pós-graduação) em sociedades científicas e em Universidades de Argentina, Estados Unidos, México e Brasil.

Destes, consideramos como os fundamentais: a física quântica de David Bohm;  a neurofisiologia contemporânea de Karl Pribram; a parapsicologia de J. B. Rhine, da Universidade de Duke, Estados Unidos, de L. L. Vassilieve da Universidade de Leningrado, Rússia e Ricardo Musso do Instituto Argentino de Parapsicologia e Universidade Nacional de Buenos Aires, Argentina.

Das teorias da análise na atual mudança de paradigmas de Fritjof Capra.

Dos estudiosos do funcionamento do nosso planeta como ser vivo, produzindo aportes na biologia moderna e na medologia do quê conhecer e como ( epistemologia):  James Lovelock, Lynn Margulis, Gregory Bateson e Humberto Maturana.

Na pespectiva do psiquismo associado tradicionalmente à psicologia temos:  a psicologia holística transpessoal do professor e psiquiatra Stanislav Grof, da John Hopkins School of Medicine e o professor Pierre Weil da Universidade Holística Internacional.

Do pensamento de origem comportamental, chamado cognotivismo, aderimos às propostas de Daniel Goleman, estruturados nos termos de Inteligência Emocional.

Na perspectiva da psicanálise que toma o inconsciente como objeto de estudo, fundamentalmente Carl Jung e Sigmund Freud.  Da psicanálise vinculada com o grupal e social o Dr. Henrique Pichón Rivière, da Escola Argentina de Psicologia Social.  Dos pós-psicanalistas, Guilles Deleuze, Félix Guattari e Gregório Baremblit, teóricos da esfera histórico-social do desejo na sociedade capitalista.

Critérios espirituais:  nossos critérios espirituais estão intimamente associados aos modelos da ciência na qual acreditamos e ao entendimento de um mundo em mudança que Marilyn Fergunson designa como Conspiração Aquariana.

Partimos de uma primeira afirmação:  não existe diferença entre o espiritual e o material mundano.  Nossos princípios espirituais ancoram suas bases na ecologia profunda e no eco-feminismo. 

Temos um Deus, aliás uma Deusa.  Esta é Gaia, nossa mãe, nosso planeta, a Terra a qual cuidamos e protegemos e da qual formamos parte.  Gaia é tudo o que é nas formas primeiras e naturais como florestas, montanhas, rios, desertos, animais, insetos, aves, vento, mar como também seres humanos e tudo o que por eles é produzido como estradas, cidades, moda e tecnologias variadas como a Internet.

Nossas crenças religiosas passam pela idéia de uma dinvidade que percorre a essência do humano que encontra ali sua potência e criatividade.  Estas qualidades desenvolvem um usufruir do fato de estarem vivos, pois é nas condições da vida que o espírito se realiza.  Quando falamos de vida estamos nos referindo mais especificamente à nossa vida cotidiana.  Portanto, o divino está presente em como comemos, trabalhamos, acordamos, dormimos, em nossa sexualidade e no destino que damos às nossas vontades de consumo.  Nossa Deusa é nosso planeta, a Terra e o encontro com a ecologia profunda passa pelo interior do humano também divino.  A espiritualidade da qual falamos encontra a divindade, que chamamos Eu Superior, no interior das pessoas.

Na pespectiva do eco-feminismo a recuperação da feminilidade possibilita a saída da mulher eunuco para encontrar o poder e força da fêmea humana e do feminino em geral na nossa cultura.  Previlegiamos então, no econômico, no sexual, no político e etc. as formas circulares, o brando, o que contém, a intuição e criatividade, o que nutre, o que cuida e as formas não violentas de produção e política.

Estes são os critérios científicos e espirituais nos quais se apóia nosso método de trabalho terapêutico.  Este será adaptado às exigências das atividades específicas seja com indivíduos, famílias, grupos, organizações ou coletividade.

Nosso objetivo terapêutico fundamental é o de aumentar a satisfação de estarem vivos dos seres humanos.   Respeitando a lei ética fundamental da unidade de todas as coisas.

7) Como desenvolver a intuição ?

R : Temos programas de desenvolvimento da intuição e criatividade que reconhecemos de valor terapêutico.

A criatividade não pode ser ensinada.  Todo ser humano possui uma potência intuitivo-criativa, só que permanece oculta para o ser.  Nosso objetivo é possibilitar seu desbloqueio facilitando ao humano o reconhecimento dos dizeres de sua intuição, tornando-a apta para a sua utilização na vida cotidiana.

Faz-se necessário destacar em nosso método de trabalho a utilização dos florais da Califórnia, estudados por Patrícia Kaminski e Richard Katz e em especial o floral Íris. Este amplifica a força da intuição e é considerado a “musa feminina da inspiração”.  Este remédio floral expressa a função harmonizadora de Gaia atuando nos níveis vibracionais energéticos, restaurando o equilíbrio de nossas emoções.

A metodologia utilizada em nossos seminários tem por objetivo desbloquear, reconhecer e possibilitar o desenvolvimento do potencial intuitivo-criativo.  O modelo contempla momentos de inclusão, diferenciação e individuação dentro de um grupo.  Consiste em atividades que começam com desacoplamento do rotineiro-estereótipo, continua com momentos de incubação, reconhecimento reflexivo e alternativas de aplicação da intuição e criatividade nas diferentes situações da nossa vida cotidiana.  As técnicas utilizadas em nossos seminários são:

              - Imagem visual e identidade - gravações em vídeo

              - Palestra

              - Discussões grupais

              - Exercícios grupais

              - Florais de Bach, da Califórnia e do deserto de Arizona

              - Desenho

              - Filmes

              - Pintura

              - Colagem

              - Role-playing

              - Pensamento lateral de Edward de Bono

              - Grupo operativo de Henrique Pichón Rivière

              - Sensibilização ecológica

              - Exercícios corporais

              - Meditação no ponto zero e guiada

              - Alinhamento do Hara

 

Edgardo Musso

Centro de Desenvolvimento da Intuição e Criatividade
Rua Gabriel Garcia Moreno, 450
São Conrado - Rio de Janeiro - Brasil
CEP 22610-360
Telefone (021) 3322-4009 e 3322-0808
Fax (021) 3322-4009

Entre em contato com a gente pelo e-mail cdic@cdic.com.br