PSICOTERAPIA - PREVENÇÃO - FORMAÇÃO

 

ETENDIMENTO MATRIZTICO ORGANIZACIONAL

ETENDIMENTO MATRIZTICO ORGANIZACIONAL

(EMO)

ORGANIZATIONAL MATRIZTIC UNDERSTANDING

(OMU)


Matriztic Organizational Team:


Ximena Dávila Y.

Humberto Maturana R.

Cristóbal Gaggero D.

Franco Sanguinetti E.

Javier Lepe H.

Humberto Gutierrez S.

Rodrigo Vasquez S.

Patricio García A.


MATRIZTIC INSTITUTE

Las Urbinas 87 Oficina 16; fax: (56 2)2331168; fono: (56 2) 2323588

E-mail: info@matriztica.org

www.matriztica.org


NEGÓCIOS

Qualquer organização humana constituída sob o propósito de produzir serviço, dinheiro, ou entidades materiais, se tornam um negócio. Cada organização existe dentro de uma comunidade humana que a torna possível. Cada negócio existe pelo tempo que for sustentado pela comunidade na qual existe como atividade humana. O que dá a uma organização seu caráter peculiar como uma organização particular são as emoções que guiam os fazeres das pessoas que a integram.

Um negócio como espaço de coexistência humana torna-se uma cultura quando a rede de conversações que definem e guiam a forma de viver das pessoas que a integram, se tornam uma rede fechada de conversações. Quando a cultura que surge em um negócio para de ser um espaço de coexistência no bem-estar, dor, sofrimento e reclamação surgem, interferindo na capacidade produtiva das pessoas que a integram, em um processo destrutivo que em geral tem conseqüências negativas na comunidade que a suporta. Quando uma organização de negócio constitui um espaço de coexistência humana aberta para a reflexão em respeito mútuo com a participação de todos, as pessoas que a integram operam como responsáveis seres éticos porque o que eles fazem em si é significativo para eles como indivíduos e seres sociais. Tal domínio de coexistência é um domínio no qual as pessoas que realizam, espontaneamente fazem o que eles fazem como o melhor de suas habilidades, estando sempre abertos a aprender a medida que se torne necessário. Esta forma de coexistência é possível somente em um domínio de respeito mútuo.

PROBLEMAS DO NEGÓCIO SÃO PROBLEMAS EMOCIONAIS

Tudo o que nós seres humanos fazemos acontece em redes de conversações. As emoções que guiam o fluxo das coordenações de fazeres em uma rede de conversações constituem o espaço psíquico no qual as conversações acontecem como um domínio da coexistência humana.

Colaboração, responsabilidade e comportamento ético são possíveis somente no espaço psíquico que surge em uma coexistência em ambos seres e respeito mútuo.

Os problemas que surgem em uma coexistência humana nunca são racionais, eles sempre são emocionais e ocorrem como confrontação de desejos conflitantes em um domínio de ausência de mútuo respeito que nega a possibilidade de reflexões criativas e libertadoras. É por isso que problemas nunca são solucionados na ausência de conversações de respeito mútuo sob o desejo honesto de realizar um projeto comum.

QUE ORGANIZAÇÃO DE NEGÓCIOS NÓS QUEREMOS

Organizações de negócios são um saudável domínio da coexistência humana somente quando as pessoas que a realizam, vivem como seres humanos adultos com auto-respeito, isto é, como pessoas que apreciam fazer o que eles estão fazendo porque o que eles estão fazendo tem significado para eles como seres individuais e sociais de auto-respeito.

Quando aquilo acontece em uma organização de negócios, seus membros espontaneamente dão o melhor de si mesmos, desconsiderando qual é a tarefa ou o fazer no qual eles possam estar envolvidos. Auto-respeito expande a responsabilidade e o comportamento inteligente, expande a atenção, cuidado e habilidade naquilo que é feito, bem como honestidade e interesse ético.

A NATUREZA DOS PROBLEMAS DE NEGÓCIOS

Os problemas vividos pelas pessoas trabalhando em uma organização surge como resultado de encontrar a si mesmas em redes de conversações de autoridade e submissão, desconfiança e controle, onde eles não podem viver em auto-respeito e colaboração porque eles não são vistos ou ouvidos como pessoas, suas habilidades intelectuais e operacionais se tornam diminuídas ou destruídas.

COMO SAIR DISSO?

Para sair desses problemas é necessário gerar um espaço reflexivo que abre o caminho para o eu e o respeito mútuo e colaboração dentro da organização. Isto precisa ser feito com a participação de todos os membros da comunidade humana que a organização de negócios é, em uma conversação reflexiva que expande a visão e o entendimento de nossa condição fundamental de amorosidade, reflexão e como seres humanos éticos responsáveis, bem como da natureza de viver juntos de uma maneira criativa, em um domínio de coexistência. Para fazer isso, nós precisamos gerar primeiro um processo reflexivo que revela a rede de conversações que cria a maneira de viver que conserva as dificuldades sendo vividas na organização. Redes de conversação que gerem uma coexistência que interfira com a presença do mútuo auto-respeito que todos os seus membros querem e precisam para criar o domínio do bem-estar colaborativo que eles querem como honestos seres humanos amorosos.

CONSEQUENCIAS ORGANIZACIONAIS DO ENTENDIMENTO DA MATRIZ BIOLÓGICA DA EXISTÊNCIA HUMANA


Figura 1

Na figura 1 nós podemos apreciar a reciprocidade da dinâmica da biologia da cognição e a biologia do amor. Alguém entra no caminho que conduz ao entendimento da biologia da cognição e da biologia do amor através da curiosidade, assim que alguém encontra e aceita a pergunta: como nós fazemos o que fazemos em nosso operar como observadores? Assim que você entra no caminho da biologia da cognição, você encontrar-se em um espaço relacional no qual você descobre que não há uma realidade objetiva universal e você encontra-se também entrando em um domínio de auto-respeito sustentado pela biologia do amor que surge na medida que você escuta, vê e respeita os outros como se você se comportasse na consciência de que você não tem um acesso privilegiado da verdade.

Você entra no caminho que conduz ao entendimento da biologia do amor e da biologia da cognição assim que você pede por ajuda quando você está sentindo uma dor relacional que surge quando você vive na negação cultural do amor. Assim que você entra no caminho da biologia do amor, você encontra a si mesmo em um espaço relacional no qual você não precisa justificar a sua existência, um espaço relacional no qual você existe em auto-respeito, um espaço relacional sustentado pela biologia da cognição que o conduz a ver que você é um ser amoroso inteligente, capaz de viver em colaboração porque ele ou ela não duvida de suas capacidades e criatividades.

O entendimento das dinâmicas relacionais inter-relacionadas da biologia da cognição e da biologia do amor é o entendimento da matriz biológica da existência humana como a matriz relacional na qual a natureza humana surge, existe e é conservada.

Seres humanos vivem como pessoas em comunidades que eles criam enquanto vivem juntos como indivíduos. Seres humanos criam entidades relacionais que constituem domínios de atividades coherentes que são chamados de organizações quando eles operam como totalidades em um espaço relacional. Nessas circunstâncias nós podemos dizer que uma organização é um domínio do viver junto em um projeto comum que é realizado como uma rede de conversações.

Diferentes organizações se diferenciam uma das outras na configuração emocional que define a rede de conversação que as realiza como diferentes projetos de viveres juntos. A organização de negócio é uma classe particular de organização definida tal, a través de sua realização ao redor da intenção ou propósito de produzir algum tipo de bem de consumo ou serviço a través do desejo de ganhar dinheiro.

Pessoas diferentes não são iguais, eles são indivíduos que cresceram através de diferentes histórias de coexistência, dores, alegrias, frustrações e sucessos, mas eles todos se afastaram de suas vidas, procurando por uma coexistência em respeito mútuo e colaboração como fundação do seu bem-estar diários. Nossa condição biológica primária é a de sermos animais amorosos”, diz Ximena Dávila e Humberto Maturana em seus ensinamentos.

Logo, embora pessoas diferentes encontrem-se realizando diferentes configurações emocionais ao longo de suas vidas, tudo o que queremos no fim é obter a mesma condição fundamental, ou seja, sermos amados. Todos nós queremos viver em um espaço de colaboração em mútuo cuidado e mútuo respeito o qual é um espaço amoroso.

No entanto, em nosso presente histórico, nós vivemos em uma cultura que inconscientemente gera organizações centradas em relações de autoridade e obediência, desconfiança e controle, que nega nossa condição biológica fundamental de sermos amorosos. E nós fazemos aquilo inconscientemente porque como seres históricos, nós recriamos como adultos em nossas vidas individuais, a cultura que nós vivemos em nossa infância: nós recriamos o ouvir, o pensar e o sentir que nós aprendemos a viver como bebês e crianças vivendo com nossos pais que aprenderam o mesmo dos deles.

A única maneira de mudar a configuração emocional que está sendo vivida como membro de uma cultura no meio dela é através uma afortunada abertura reflexiva que o sofrimento pode causar ou através de uma reflexão guiada, inspirada na biologia do amor e na biologia da cognição. E quando aquilo acontece, o que de fato acontece é uma mudança cultural.

O QUE NÓS QUEREMOS?

Nós queremos contribuir para criar espaços de coexistência em colaboração, em mútuo respeito e responsabilidade individual em todos os diferente domínios da nossa coexistência social.

Isto significa que nós queremos contribuir para criar as condições de uma mudança cultural ética que nos remove de uma maneira de viver em relações de dominação e submissão, desconfiança e controle, competição e falta de auto-respeito, e nos conduz à uma maneira de viver em auto e mútuo respeito, em mútua confiança e colaboração, em um espaço social ético.

Isto é, nosso desejo de contribuir para a recuperação do bem-estar fundamental que torna possível o auto-respeito e colaboração em um projeto comum, maneira de coexistência que é continuamente negada pelas dinâmicas da dominação e submissão em relações de desconfiança e controle gerados pelo emocionar da cultura patriarcal / matriarcal na qual nós agora pertencemos.

E nós queremos fazer isso através do auto-respeito e autonomia criativa que surge espontaneamente no entendimento da biologia da cognição e da biologia do amor em dinâmica na matriz biológica da existência humana como o fundamento da nossa natureza humana.

 

OUVIR

Nós pensamos que ouvir é uma dimensão fundamental no espaço da colaboração porque a emoção sob a qual é feita, determina as dimensões relacionais do que é escutado.

Humberto Maturana diz: “tradicionamente ouvir é entendido como o ato de estar presente ao som ou a mensagem que está sendo ouvida, como se o ouvinte estivesse passivo em seu escutar. Contudo, o ouvinte nunca é passivo; ele ou ela sempre escuta de uma perspectiva da situação relacional na qual ele ou ela encontra-se em seu histórico presente”. A matriz biológica da existência humana nos mostra que freqüentemente nós prestamos atenção a ouvir o que outras pessoas concordam com o que pensamos ou dizemos. Ainda assim, há uma outra maneira de ouvir na qual nós prestamos atenção em encontrar onde o que os outros dizem é válido. No primeiro caso nós somente ouvimos a nós mesmos porque nós estamos tentando ouvir no outro, a mesma coisa que nós estamos dizendo ou pensando. No segundo caso, nós prestamos atenção ao que os outros dizem e nós os deixamos emergir como um legítimo outro assim que nós ouvimos o que ele ou ela diz em seus próprios valores. Esta segunda maneira de escutar é fundamental em um espaço de colaboração, e particularmente em um espaço de coexistência criativa em uma organização.

Nós pensamos que para ouvir o que alguém diz na implícita confiança de suas habilidades, capacidades ou conhecimento, é um ato de confiança que abre possibilidades de colaboração em algum projeto comum somente se é feito honestamente. Nessas circunstâncias, a segunda maneira de ouvir (e observar) nas conversações internas de reclamações ou pedidos em uma organização, nunca é trivial porque as reclamações e solicitações emergindo dos membros de uma comunidade humana particular, não importa sobre o que, revela a rede de conversações que eles vivem na organização que nega-os como seres humanos.

Ouvir os membros de uma organização, encontrando-as como pessoas e não recursos, mostra que as reclamações sempre revelam uma preocupação pelo bem-estar daqueles que convivem juntos. As reclamações sempre surgem de um sentimento que a condição biológica fundamental para o bem-estar humano no domínio do mútuo respeito e confiança estão sendo negados, na ignorância ao fato de que o respeito pela condição biológica fundamental dos seres humanos é o que de fato constitui sustentação para a capacidade de colaboração no projeto que qualquer organização é.

Um ser humano emerge em toda sua riqueza como uma pessoa ética criativa e responsável somente se sua condição de ser basicamente uma pessoa inteligente, responsável e ética é respeitada na rede de conversações que faz seu ambiente de trabalho.

As dificuldades produtivas e relacionais e os conflitos que surgem em uma organização nunca irão desaparecer pelo tempo que a rede de conversações que define a coexistência nesta, é uma rede de conversações que conserva uma coexistência centrada em relações de autoridade e obediência, desconfiança e controle, as quais negam o eu humano e o mútuo respeito.

Colaboração somente é possível em um domínio de mútuo respeito. Uma pessoas tem acesso à todas as suas capacidades emocionais, intelectuais e físicas, somente em relações na qual ele ou ela participam a partir de uma posição de auto-respeito. E é somente em relações do auto e mútuo respeito que a consciência social e comportamento ético é possível em qualquer domínio da coexistência humana.

Quando no evento de conflitos e reclamações em uma organização de negócios, nós perguntamos: como você faz o que você faz? E nós escutamos a resposta em total confiança e respeito, a outra pessoa surge em frente de nós em sua legitimidade e dignidade completa, e a partir de então, abre para a colaboração conosco no espaço de mútuo respeito que lá surge então.

Entendendo que o ato de honestamente fazer tais perguntas, sem nenhuma intenção de manipulações, possibilita perguntar-lhes em um espaço relacional que abre a possibilidade para o surgimento de uma espontânea coexistência em colaboração e bem-estar. Fazer isso é a arte e a ciência do pensamento ontológico.

BENEFÍCIOS

A abertura de um espaço de colaboração em uma comunidade dá surgimento às próximas seis conseqüências:

  1. Um aumento na auto-aceitação e auto-respeito que expande a responsabilidade, autonomia e criatividade.

  1. Mais confiança e respeito nos relacionamentos interpessoais.

  1. Melhor coordenação de ação e maior colaboração entre os membros da equipe e entre as equipes.

  1. Os gestores se tornam facilitadores dos processos de criatividade, colaboração e bem-estar no convívio na organização.

  1. A cultura organizacional se torna uma forma de coexistência que sustenta criatividade e colaboração em uma expansão espontânea de produtividade no domínio do bem-estar.

6. Uma cultura organizacional que constitui um espaço humano de colaboração em mútuo respeito, responsabilidade e comportamento ético, não apenas conserva o bem-estar em seus membros, como também dá surgimento, como resultado, à uma organização que é aceita como uma instituição respeitável de amplo domínio social na qual ela existe. Isto acontece porque os membros da comunidade cultural que a organização é, realizam espontâneamente no amplo domínio social no qual eles pertencem, a psique relacional de seus viveres em colaboração, auto e mútuo respeito, que é apropriado para a cultura organizacional nas quais eles realizam a maioria de seus viveres diários. Além disso, uma vez que a psique relacional de uma maneira de viver em auto-respeito e respeito por outros em colaboração naturalmente expande para todo o domínio da existência, consciência ecológica e responsabilidade ecológica também aparecem espontaneamente.