
PSICOTERAPIA - PREVENÇÃO - FORMAÇÃO
Psicoterapia: Qualidade de Vida
Considerações Prévias
Vivemos
um momento especialmente perigoso para nós e para nosso planeta.
Enfrentamos uma ameaça desconhecida para nós em outros tempos:
nossa profunda deterioração.
Consideremos o acelerado crescimento do déficit ecológico:
erosão do solo, diminuição das áreas florestais, pastagens
que se transformam em desertos, a alteração da camada protetora de ozônio
da atmosfera e o envenenamento das águas (rios e oceanos).
Nossos hábitos de consumo, numa escala mundial, estão
destruindo os recursos do planeta numa velocidade espantosa.
Na verdade, estamos destruindo o planeta para nós e nossos
descendentes pelo descaso com que tratamos a ligação entre nosso modo
de vida e seus efeitos sobre o planeta.
Desconhecemos as conexões entre as nossas decisões diárias e o
ônus que essas condições representam para o planeta.
Na realidade preferimos ignorar as consequências do modo como
vivemos para não sentirmos a dor, o sofrimento por tanta destruição
causada e, dessa forma, nos anestesiamos.
Mas urge que nesse momento vejamos as coisas como elas são e
busquemos nos informar para termos um melhor discernimento e podermos
reverter a nossa história.
Qualidade de Vida – Paradigma Indispensável
Para
falar sobre o tema qualidade de vida e, portanto, de
aumentar a satisfação de estarmos vivos é preciso falar, em
primeiro lugar, da mudança de paradigmas que as sociedades industriais
ocidentais estão vivendo nessa virada de século, entrada para o
terceiro milênio.
Um
paradigma
representa um conjunto de concepções, valores, percepções e práticas
compartilhados por uma comunidade, sociedade ou cultura, estruturando
uma visão da realidade e a forma como essa comunidade, sociedade ou
cultura se organiza.
O antigo paradigma, que nesse momento se encontra em plena
transformação, baseia-se na visão do universo como um sistema mecânico
composto de partes dissociadas entre si.
O humano é visto como máquina e o mental separado do físico,
emocional e espiritual. A
vida em sociedade é vista como uma luta competitiva pela existência
onde o progresso material ilimitado deve ser obtido a qualquer custo.
E a mulher, em todos os lugares é colocada, social e
economicamente, em posição inferior à do homem.
No ecofeminismo, uma
das escolas filosóficas da ecologia, a dominação patriarcal das
mulheres pelos homens é vista como o protótipo de todas as formas de
dominação e exploração: hierárquica,
militarista, capitalista e industrialista.
Ele mostra que a exploração da natureza tem andado de mãos
dadas com a das mulheres, que têm sido identificadas com a natureza
através dos séculos.
Na atualidade, porém, está ocorrendo uma revisão radical
dessas suposições, começando a entrar em vigor um novo paradigma.
Um novo sistema de crenças que aponta para uma visão do mundo
como um todo integrado, reconhecendo a interdependência fundamental
entre todos os fenômenos e de que estamos todos encaixados nos
processos cíclicos da natureza, inclusive somos dependentes deles.
Estamos percebendo, de acordo com a
ecologia
profunda (outra importante escola filosófica da ecologia), que os
seres humanos não estão situados acima ou fora da natureza, separados
do meio ambiente natural.
Todos os seres vivos, inclusive os humanos, são a natureza e
formam parte da mesma rede. O
eu e a natureza são uma coisa só.
Assim o cuidado e proteção da mesma significa cuidado e proteção
de nós mesmos.
Dessa forma a mudança de paradimas requer uma expansão de
nossas percepções, maneiras de pensar e também de nossos valores.
Qualquer interesse de desenvolver ciência, tecnologia ou métodos terapêuticos
vai passar por esse novo humanismo ecológico, que é o nosso interesse
por um maior bem estar. Não
existe nenhum saber que se justifique por si mesmo e tenha real valor se
não reverter em um melhoramento da qualidade de vida das pessoas.
Centro de Desenvolvimento da Intuição e Criatividade – C.D.I.C.
Em nossa cultura ocidental enfatizamos por demais nossas tendências
de auto-afirmação e negligenciamos as de integração.
Valorizamos excessivamente o pensamento racional-linear, a análise,
o reducionismo em detrimento do pensamento intuitivo-criativo-não
linear, sintético e holístico. Assim
como supervalorizamos a competição, a quantidade, a dominação em
detrimento da cooperação, da qualidade e da parceria.
Ambas as tendências são aspectos essenciais de todos os
sistemas vivos não sendo nenhuma delas boa ou má por si só, sendo
necessário e saudável o equilíbrio dinâmico entre as duas e não a
ênfase excessiva de uma sobre a outra.
O Centro de Desenvolvimento da Intuição e Criatividade surge,
então, como uma organização não governamental (ONG), entidade
cultural pacifista e ecológica que tem como finalidade desenvolver e
preservar a intuição e a criatividade como funções do humano que se
encontram ameaçadas de extinção pelos paradigmas da cultura do
industrialismo. Apóia e
produz programas de educação, psicoterapia e prevenção de saúde física,
psíquica e espiritual com o critério holístico de ecologia profunda
(o homem formando parte da natureza e pertencendo a ela) nos seres
humanos, nos âmbitos individuais, grupais, organizacionais e coletivos.
Criatividade e intuição são aspectos do humano que estão
presentes no dia dia e
formam parte da qualidade de vida cotidiana de todo ser humano e
especialmente no que se refere às tomadas de decisões e à sua
capacidade de produção.
O potencial criativo tem sua origem na energia espiritual e é a
essência de tudo o que existe.
Se manifesta no humano e na natureza como movimento e apresenta
ondas de contração e expansão.
A criatividade é aquele processo do psiquismo que possibilita
utilizar recursos novos na resolução de situações do cotidiano num
ato concreto. Já a intuição se processa no nível da subjetividade
humana. É uma percepção
diferente do racional e se revela numa espécie de clarão instântaneo.
Na pós-modernidade surge, então, um novo humanismo que quer se
liberar das antigas formas que deixaram de lado a capacidade de intuir e
criar dos seres humanos. Incluir
a intuição não significa deixar de lado o pensamento
objetivo-racional. Para
haver criatividade, ou melhor dizendo, ato criativo este deve estar
acompanhado de raciocínio e objetividade para produzir comportamentos
adequados para a preservação de uma vida satisfatória.
A criatividade não pode ser ensinada.
Todo ser humano possui uma potência intuitivo-criativa que se
encontra oculta de si mesmo. Nosso
objetivo é possibilitar seu desbloqueio e desenvolvimento, ajudando a
reconhecer o que diz sua intuição para torná-la possível de ser
utilizada na vida cotidiana e também na produção e tomada de decisões.
O método de trabalho do C.D.I.C. se apóia em critérios que são
mais importantes que qualquer recurso técnico específico.
São critérios pelos quais o terapeuta se guiará em seu
trabalho clínico.
Estes são
critérios
científicos - teorias e técnicas com tradição conceitual acadêmica
e critérios espirituais – crenças–guias que falam do
transpessoal divino.
Os critérios científicos se baseiam na experiência de mais de
20 anos de ensino e trabalho clínico do Dr. Edgardo Musso, psicólogo,
psicoterapeuta, pesquisador e diretor geral do C.D.I.C. e Centro de
Estudos em Psicoterapia e Prevenção – C.E.P.P., em sociedades científicas
e universidades da Argentina, Estados Unidos, México e Brasil.
Se baseiam na física quântica de David Bohn;
na neurofisiologia comtemporânea de Karl Pribram;
na parapsicologia de J. B. Rhine e Ricardo Musso;
nas teorias da análise da mudança de paradigmas de Fritjof
Capra; na biologia moderna
de James Lovelock, Lynn Margulis, Gregory Bateson e Humberto Maturana;
na psicologia holística transpessoal de Stanislav Grof;
no cognotivismo, com os estudos sobre a inteligência emocional
de Daniel Goleman; na
psicanálise, com o estudo do inconsciente de Carl Yung, Sigmund Freud e
Sandor Ferenczi; na psicanálise
grupal e social de Henrique Pichón Rivière;
nos pós-psicanalistas Guilles Deleuze e Félix Guatari;
nos remédios florais como instrumentos de harmonização energética
do Dr. Edward Bach, Patrícia Kaminski, Richard Katz e Cynthia Kemp;
para citar alguns.
Os critérios espirituais estão ligados aos modelos da ciência
na qual acreditamos e ao entendimento de que o mundo está em constante
transformação. Para nós
não existe diferença entre o espiritual e o material mundano, pois é
nas condições da vida que o espírito se realiza.
Nossos princípios espirituais se ancoram na
ecologia
profunda e no
ecofeminismo.
Nosso Deus é uma Deusa. Que
é a nossa Terra, nossa mãe, nosso planeta,
Gaia.
E ela se expressa de diversas formas como florestas, montanhas,
rios, desertos, animais, vento ,mar, seres humanos e inclusive tudo
aquilo que produzimos como estradas, cidades, moda e tecnologias
variadas como a internet.
Acreditamos que aquilo que é divino está dentro e está fora,
ao redor de nós. Ou seja,
está em Gaia em suas diversas formas de expressão e na essência do
humano, em seu interior expressando-se através de suas potencialidades,
talentos, intuição e criatividade.
A recuperação da feminilidade possibilita o encontro com o
poder e a força do feminino em geral na nossa cultura.
Resgatamos, então, as formas circulares, o brando, o que contém,
a intuição e criatividade, o que nutre, o que cuida em nossa vida
cotidiana, em nossa forma de ganhar dinheiro (economia), sexualidade e
nas formas não violentas de produzir e fazer política.
A Satisfação de Estarmos Vivos e os Remédios Florais
Nosso objetivo terapêutico fundamental, segundo Edgardo Musso,
é o de aumentar a satisfação de estarem vivos dos seres humanos e,
portanto, de promover uma melhoria em sua qualidade de vida, respeitando
a lei ética da
Unidade
de Todas as Coisas (Lei do Amor).
O que chamamos de satisfação pode ser entendido como a presença
do amor em todos os aspectos de nossa vida.
Desde a experiência de intimidade como os outros, nas relações
afetivas sociais, na vida sexual, na alimentação (como preparamos uma
comida), nas vontades de consumo às nossas missões e projetos de vida.
Para
o Dr. Edward Bach, criador dos remédios florais, o princípio da
Unidade de Todas as Coisas era entendido da seguinte forma: “O criador de tudo é Amor e tudo aquilo de que temos
consciência é, em seu número infinito de formas, uma manifestação
desse Amor, seja um planeta ou um seixo, uma estrela ou uma gota de
orvalho, o homem ou a mais elementar forma de vida.”
E se não contemplamos isso vivemos na separação.
Isto é, na ilusão da separação, seja entre nossos aspectos físico
e espiritual, seja entre nossos atos e modalidades de consumo e suas
repercussões no meio ambiente, seja entre um ser humano e outro, seja
entre os mesmos e a natureza, provocando todo tipo de conflito e as
chamadas doenças.
Então,
porquê e para quê
os remédios florais? Porque
eles nos possibilitam recuperar a nossa unidade.
Nossa unidade com a natureza, com os nossos semelhantes, conosco
mesmos (entre nossos lados físico, psíquico, emocional e espiritual).
Possibilitam recuperar a nossa capacidade de amar a natureza, a nós
mesmos e aos nossos semelhantes.
A saúde é nossa herança, nosso direito. É a completa e total
união entre alma, mente e corpo e não um ideal longínquo a ser alcançado,
mas um objetivo tão fácil e natural, que muitos de nós negligenciam.
Todas as coisas materiais são apenas a interpretação das
coisas espirituais. A menor e mais insignificante ocorrência tem atrás de si um
propósito divino. Cada um
de nós tem uma missão divina neste mundo e nossas almas usam nossas
mentes e corpos como instrumentos para a realização dessa missão, de
modo que, quando os três, alma, mente e corpo trabalham em uníssono, o
resultado é a perfeita saúde e a perfeita felicidade.
Observemos a natureza e veremos que cada criatura – pássaro,
árvore ou flor – tem um papel definido a desempenhar, sua própria
função através da qual auxilia e enriquece todo o universo.
A doença, o sofrimento, o sintoma ou a desarmonia são causados
por nós mesmos e são o resultado dos nossos desvios tanto na ação
como no pensamento. Têm a
finalidade de dar-nos um aviso, uma mensagem, como uma espécie de
corretivo (não de punição). Servem
para nos fazer parar de praticar ações prejudiciais à nós mesmos (quando
falhamos em desenvolver nossos talentos, por exemplo) ou à nosso
planeta e aos seres que nele vivem, e a fazer uma reavaliação de
nossas vidas. É o caminho
adotado por nossas almas para nos trazer de volta ao caminho da
compreensão e da unidade.
Então, para evitar as doenças ou as desarmonias é preciso que
estejamos dipostos a corrigir nossas falhas e a ouvir a nossa própria
voz interior que é o nosso eu espiritual e vivamos em harmonia com ele
que é o que há de melhor em nós.
Dessa forma, a missão do terapeuta ou curador será a de apontar,
aos nossos pacientes, a virtude latente que estão falhando em
desenvolver ou a qualidade adversa que estão exercitando contra os
ditames de seu eu interior, sendo importante administrar aqueles remédios
que os capacitem harmonizar sua conduta e a manter um alto padrão
vibratório em contato com sua própria fonte divina.
As falhas, fracassos e circunstâncias adversas de um paciente são
indicações do bem que ele está procurando desenvolver.
Devemos procurar nele o melhor e desenvolver esse melhor o máximo
possível, mantendo-o em seu padrão mais elevado, capacitando-o a
progredir cada vez mais.
Os florais são instrumentos de cura suaves, sutis, profundos,
vibracionais. Reconhecidos
por seu uso em mais de 50 países e aprovados pela Organização Mundial
de Saúde. Trata-se de remédios
energéticos naturais e eficazes que produzem a mobilização do mundo
emocional, a captação de informação externa ou interna, o
aparecimento de sentimentos até o momento sufocados, vivências e
percepções novas.
Aumentam os níveis de consciência da pessoa, revelando informações
esquecidas ou reprimidas e fazendo aflorar potencialidades adormecidas.
Ajudam
a reconhecer os aspectos positivos que estão no nosso interior, que em
determinado momento se encontram bloqueados seja pela tristeza, seja
pelo medo, ansiedade, stress, ódio, orgulho, inveja, ciúme, etc.
Não atuam por meio da ação bioquímica, biológica ou física
diretamente. Mas exercem
sua influência sobre a estrutura energética do homem.
Esta envolve suas emoções, sentimentos, sensações,
pensamentos, ou seja, o
mundo espiritual, mental e emocional do homem, harmonizando-o.
As essências florais são a energia vital das plantas
transferidas para um meio aquoso. Esta
água energizada é, então, diluída até o nível de dosagem.
As flores são uma manifestação de um princípio universal, um
aspecto divino.
Cada
flor parece incorporar um tema,
uma
lição, uma mensagem que se encontra também no interior do homem.
Os remédios florais se vinculam aos
estados
emocionais e atuam elevando nossas vibrações, aliviando o
sofrimento dos chamados sintomas. Curam,
não atacando a enfermidade, mas inundando nossos corpos e nossa
natureza com a virtude que a flor traz em si e é a que necessitamos
desenvolver para dissolver os defeitos que causam a dor.
Portanto,
é nos desvios emocionais onde irão atuar.
É nos estados de ânimo que normalmente antecedem as doenças ou
as desarmonias que tudo começa tanto para se obter a saúde como para
adoecer ou desarmonizar-se.
A causa real da doença é o estado mental do paciente e não a condição
do seu corpo. É aí
onde eles atuam de forma a prevenir e a dissolver a mesma trazendo-nos
de volta à unidade e ao caminho estabelecido por nossas almas.
Agora, cabe aqui uma advertência quanto à auto-medicação
floral. Entendemos que o
sofrimento encerra uma lição, uma aprendizagem no processo de evolução
rumo à perfeição e a harmonia e as emoções do homem comformam um
mundo complexo e de gamas muito variadas.
O acesso à sua compreensão
e
a precisão no diagnóstico
requer a arte de um especialista
preparado e capacitado
para
indagar e compreender
os
detalhes da natureza humana. Desta
forma, é importante que os florais estejam inseridos dentro de um
contexto clínico, dentro de uma
relação
terapêutica onde o médico, terapeuta ou curador e seu paciente
encontrarão terreno fértil para que a missão curadora dos florais
seja aproveitada em toda a sua extensão evitando, dessa maneira, distorções,
transtornos e o consequente desaproveitamento deste valioso instrumento
de trabalho.
De que forma o floral trabalha?
Trabalha desbloqueando e desenvolvendo a virtude ou a potência
divina oposta à dor psíquica e emocional.
Em primeiro lugar o terapeuta faz uma avaliação do momento
existencial e da história pessoal do paciente (diagnóstico) e a partir
daí prepara uma fórmula floral (de no máximo 6 flôres) que vai
trabalhar as desarmonias mais aparentes e, aos poucos, caminhando para a
dissolução das mais ocultas. A
fórmula vai passando por alterações.
Então, por exemplo, um paciente vem se queixando de medos em sua
vida. Por intermédio da
consulta e pesquisa clínica muitas vezes podemos observar que esse medo
é o que a pessoa tem como mais consciente, manifesto.
Numa análise mais profunda, por baixo dele pode estar oculta a
tristeza desencadeada por uma separação de um ente querido, ou por uma
perda de emprego, ou por uma frustração ante uma atividade que não
deu certo. Fatos atuais que
remetem à cenas antigas de sua história como, por exemplo, sentimentos
de abandono ante a ausência dos pais que tiveram que se afastar do lar
durante um tempo por motivos de trabalho.
Fato este que, desde a percepção infantil, foi enxergado como
falta de amor.
Por
isso a pesquisa e o diálogo clínico entre curador e paciente se faz
indispensável para a produção de uma fórmula floral adequada, onde,
no exemplo acima, ao invés de colocar um floral que trabalhe sobre o
tema do medo (que será simplesmente a emoção consciente manifesta)
será colocado um remédio que trabalhe sobre as situações traumáticas
(como Star of Bethlehem ou Mariposa Lily).
Florais estes que irão ajudar na elaboração e no
desprendimento da situação traumática, desenvolvendo compreensão,
vitalidade e transcendência.
Psicoterapia
Nosso
método psicoterapêutico envolve o estudo de dois aspectos fundamentais
do homem:
a
causalidade (determinismo) e o desenvolvimento.
causalidade é o entendimento de que as pessoas não só fazem
o que querem, mas são também determinadas ou construídas a partir de
seu passado sexual infantil e de sua vida psico-afetiva-familiar. Em
parte sua subjetividade é construída por essas primeiras experiências.
Também encontramos a produção da subjetividade e as causas das
doenças nos circuitos desejantes coletivos como a moda, a televisão,
as histórias em quadrinhos, os super heróis, a tecnologia e os
paradigmas fundamentais ou sistemas de crenças reinantes na nossa
cultura.
Daí o estudo da psicanálise com a compreensão do inconsciente
individual (passado biográfico) e coletivo (linguagem e arquétipos)
para poder operar sobre os aspectos que se fazem presentes na relação
terapeuta-paciente e que são importantes para atingir os objetivos
terapêuticos.
O aspecto de desenvolvimento do ser humano tem a ver com o
entendimento de que o mesmo é uma potência em expansão até o final
de seus dias. E aqui entra
o estudo e o trabalho com a criatividade e a intuição; a utilização dos remédios florais como método de
harmonização energética-espiritual e promoção da expansão da
consciência; o
desenvolvimento da inteligência emocional que aponta para uma
reaprendizagem emocional: desde
a forma como produzimos nossas emoções e como as utilizamos em nossa
vida diária à possibilidade de modelar nossos comportamentos e
projetos de vida.
Nessa mistura utilizamos instrumentos que não só ajudam a
entender os porquês de um padecimento psíquico como também a sua
modificação, possibilitando a liberação do homem das prisões de sua
neurose e da repetição como tambem um maior autoconhecimento que lhe
permita mudar seus sistemas de crenças e alcançar sua meta
transcendente.
Dessa forma, a psicoterapia não só tem o objetivo de prestar os
primeiros socorros, aliviando o sofrimento dos chamados sintomas, como
também, e fundamentalmente, tem o objetivo de expandir a consciência
do indivíduo em relação a si mesmo e ao mundo e desenvolver suas
potencialidades, seus aspectos psíquico, espiritual, emocional e
material e consequentemente sua qualidade de vida.
O que está dentro representa o que está fora.
Devemos começar por combater a poluição interior (mental e
emocional) para daí podermos combater a poluição em nosso planeta.
O desenvolvimento da qualidade de vida interior resulta em
qualidade de vida cotidiana.
Vivemos um
período de mudanças de paradigmas e, portanto, de transição,
passagem. Estaremos
convivendo com contradições profundas e grandes incertezas e, portanto,
crise. Devemos nos lembrar
que crise, de acordo com o I Ching – o livro das mutações,
representa perigo e oportunidade. O
perigo está em ficarmos ligados às perdas, a oportunidade está em
utilizarmos o nosso potencial criativo para gerarmos uma melhor
qualidade de vida para nós e para nosso planeta, aproveitando para
crescermos. Isso exige
coragem, perseverança e fé.
Katia
Rech – Psicóloga,
Psicoterapeuta e Professora do Centro de Desenvolvimento da Intuição e
Criatividade – C.D.I.C. e do Centro de Estudos em Psicoterapia e
Prevenção – C.E.P.P. Edgardo Musso – Diretor Geral do Centro de Estudos em Psicoterapia e Prevenção – C.E.P.P.
Edgardo Musso Centro de Desenvolvimento da Intuição e
Criatividade Entre em contato com a gente pelo e-mail cdic@cdic.com.br |